
A programação reúne 19 títulos, sendo 15 longas e 4 curtas, realizados em nove países: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru, Bolívia, Chile, Colômbia e Venezuela, pensada a partir de 5 linhas de força que permitem criar agrupamentos entre os filmes exibidos. A primeira linha reúne obras realizadas a partir da década de 1960 que lidam de forma fílmica com as contraditórias ideias de povo e nação como Vidas secas, Iracema - uma transa amazônica (Brasil), Os Inundados (Argentina), Os vampiros da miséria (Colômbia) e A dupla jornada (Brasil).
A segunda traz o drama de indivíduos em relação a representações de coletivo em suas diversas raízes étnicas e políticas, como em Noites Paraguayas (Brasil/Paraguai), A nação clandestina (Bolívia), A terra prometida (Chile), Pachamama (Brasil/Bolívia/Peru) e Carlos: cine-retrato de um andarilho em Montevidéu (Uruguai). O terceiro grupo recorre aos recursos do cinema fantástico e jornadas psicológicas, reconfigurando não só as cartografias de territórios, como a própria noção de identidade: Brasil Ano 2000, Sonhos de gelo (Chile), A viagem (Argentina) e As filhas do fogo (Argentina).
O quarto grupo pensa trajetórias transnacionais de povos originários por meio de recriações de territórios indígenas perdidos, algo evidente em Serras da Desordem, Tava - a casa de pedra (Brasil) e Zama (Argentina). Por fim, a quinta linha traz questões fruto dos processos coloniais da diáspora africana e agrupa curtas de teor auto representativo que fazem viagens rumo ao continente africano, é o caso de NoirBlue e (Outros) fundamentos (Brasil).
Curadoria: Carla Italiano e Leonardo Amaral


