
Cultura, turismo e esporte
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Nessa semana de memória à consciência negra, trazemos a história de Joaquim Pinto de Oliveira, mais conhecido como Tebas, um arquiteto negro da São Paulo do século XVIII que deixou marcas arquitetonicas até hoje visiveis na região central.
Nascido em Santos por volta de 1730, foi trazido à capital como pessoa escravizada, onde se destacou por seu trabalho excepcional de cantaria, arte de talhar e aparelhar pedras, em uma época onde a maioria das construções de São Paulo eram feitas de taipa.
Tebas foi responsável pela construção de diversas igrejas como a antiga Catedral da Sé, o antigo Mosteiro de São Bento, e também de igrejas que ainda existem hoje, como as fachadas da Igreja da Ordem Terceira do Carmo e da Igreja das Chagas do Seráfico Pai São Francisco, ambas localizadas na região central. Além disso, Tebas foi responsável pelo primeiro chafariz público da cidade, que ficava localizado no Largo da Misericórdia, onde atualmente é o cruzamento das Ruas Quintino Bocaiúva, Direita e Álvares Penteado.
Conquistou sua alforria por volta dos 58 anos, algumas versões dizem que foi por meio de uma batalha judicial travada com a viúva de seu antigo proprietário de obras, Bento de Oliveira Lima, que havia falecido, outra versão é de que após a morte de Bento de Oliveira, Tebas utilizou o dinheiro recebido por suas obras para pagar sua alforria.
Existem relatos de que Tebas continuou na profissão de arquiteto até seus 90 anos, quando faleceu de uma gangrena na perna devido a um possível acidente de trabalho. Passados longos 200 anos, Tebas teve enfim seu reconhecimento em 2018 pelo sindicato dos arquitetos de São Paulo e, em 2020, a Prefeitura de São Paulo fez uma homenagem ao grande arquiteto, que está atualmente próximo a praça da Sé, local onde fez história.