
Meio Ambiente e Sustentabilidade
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Nesta última terça-feira (12), o centro de São Paulo ganhou dois novos moradores ilustres que prometem atravessar gerações. O idealizador do projeto Paz&Ipê, Eduardo Paziam, também conhecido como “Pazi, o jardineiro urbano”, uniu forças com a Prefeitura para o plantio de dois exemplares de Chichá (Sterculia chicha). As mudas foram plantadas em pontos históricos do centro: a Praça da República e a Praça Dom José Gaspar, reforçando o compromisso com o corredor verde da região, aumentando a biodiversidade e a arborização urbana da área

A escolha da espécie não foi por acaso. O Chichá carrega um simbolismo profundo na região central de São Paulo, inspirado pela história do famoso Chichá do Largo do Arouche. Mesmo após décadas de história e de ter sofrido uma queda, o exemplar do Arouche permanece vivo e se tornou um ícone de resistência da natureza no asfalto.


Para Pazi, o ato vai além da jardinagem; é um exercício de esperança. “O Chichá é uma árvore monumental da flora brasileira, nativa da Mata Atlântica e do Cerrado, capaz de viver mais de 200 anos”, destaca Pazi. Ele reforça que a iniciativa cria uma conexão entre o passado histórico do Arouche e o futuro das novas praças, garantindo que a cidade continue a ser vigiada por esses espectadores gigantes.
A emoção do projeto reside na longevidade da espécie, que atua como uma testemunha silenciosa do tempo. “Nós seres humanos somos passageiros, mas uma árvore dessa pode continuar cuidando da cidade depois da gente, dando sombra a pessoas que ainda nem nasceram”, concluiu Pazi. Com os novos plantios, a Praça da República e a Dom José Gaspar iniciam hoje um ciclo que deve durar gerações, arborizando o presente e protegendo o futuro de São Paulo.