Biblioteca Mário de Andrade recebe exposição de Henri Matisse a partir deste sábado (12)

Mostra “Jazz” reúne 20 trabalhos do artista, incluindo oito obras recentemente recuperadas

Cultura, turismo e esporte

10

/

09/2026

Última atualização:

10

/

09/2026

A Biblioteca Mário de Andrade recebe a exposição “Jazz - o livro de artista de Henri Matisse” de 12 de setembro a 12 de outubro. A abertura será neste sábado (12), às 15h, e marca o reencontro do público com oito obras do artista recentemente recuperadas. Ao todo, a mostra reúne 20 trabalhos que integram a coleção.

A exposição apresenta uma das criações mais importantes da trajetória de Matisse e destaca o trabalho de preservação do patrimônio cultural e a devolução das obras à população. Os oito trabalhos que haviam sido subtraídos foram recuperados e voltam a estar acessíveis ao público em um espaço dedicado à preservação, à pesquisa e à democratização do acesso à cultura.

“Jazz” é um dos trabalhos mais marcantes da produção de Henri Matisse (1869–1954). Publicado em 1947 pelas edições Verve, o livro de artista teve uma tiragem de 250 exemplares numerados e reúne 20 composições desenvolvidas a partir de uma técnica que combinava recortes de papéis previamente pintados com guache, formando colagens de cores intensas e formas vibrantes.

O processo criativo teve início em um período de grandes limitações físicas para Matisse. Após uma grave intervenção cirúrgica, o artista passou longos períodos em repouso e encontrou nos recortes de papel uma nova possibilidade de expressão. Ao longo de aproximadamente dois anos, experimentou formas e cores até chegar às composições que integrariam o livro.

Matisse chamou esse processo de “desenhar com a tesoura”. A técnica permitiu explorar de maneira inovadora a relação entre cor, forma, movimento e composição, levando a colagem a um novo patamar dentro de sua produção artística.

O título “Jazz” também traduz a concepção de Matisse sobre aquelas imagens. Para o artista, a combinação entre as cores deveria produzir uma relação dinâmica, assim como ocorre na música. Em suas reflexões sobre o trabalho, Matisse destacou que não bastava simplesmente colocar cores umas ao lado das outras: era necessário que elas atuassem umas sobre as outras.

A mostra tem produção e concepção do MAB e da Biblioteca, com correalização da FAAP e da Prefeitura de São Paulo.

“Mais do que recuperar objetos de valor artístico, a abertura da mostra é um momento de celebração da memória, da arte e da importância das instituições públicas na proteção e difusão de seus acervos”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente.

“Artista comumente identificado como fundamental na arte moderna, Matisse dispensa qualquer tentativa de apresentá-lo apenas como um pintor de sua época. De início, é preciso ressaltar sua atuação com o desenho, as artes gráficas, a colagem, a escultura, a cenografia e mesmo nas relações com a arquitetura, mas é sobretudo na gravura que essa capacidade magistral de lidar com a cor e a linha se afirma, de maneira incontestável. Assim, é aqui que Jazz se apresenta como um livro de artista/álbum de gravuras dos mais relevantes e significativos do século XX. Neste sentido, nada mais coerente que o MAB FAAP se associe a essa iniciativa de retomar a possibilidade de o público ter contato direto com as imagens, mas também com os textos que o artista escreveu diretamente a partir de seus cadernos de anotações (produzidos entre 1941 e 1946), celebrando, neste momento, seus 80 anos de existência”, destaca o curador da exposição e diretor-geral do MAB FAAP, Marcos Moraes.

No items found.

Galeria

Compartilhe

Recentes

Confira também

No items found.